Georadar

A adoção de métodos não destrutivos para a caracterização do subsolo vem sendo cada vez mais utilizada em obras de engenharia, com o objetivo tanto de mapear as características do solo existentes em um determinado local (espessuras de camadas, profundidades, etc), quanto detectar infraestruturas enterradas para minimizar os riscos durante escavações. Isto porque as informações do subsolo fornecidas por tais métodos auxiliam no planejamento adequado, antes de qualquer decisão, seja de remanejamento como de escavação, permitindo reduzir custos, evitando assim imprevistos no momento da implantação da obra e transtornos pela readequação de projetos e prazos. O método de Georadar (GPR) ou Radar de Solo, é basicamente uma técnica de coleta não destrutiva que viabiliza o cadastro de elementos situados no subsolo de áreas edificadas, ou industrializadas, antecipadamente à obra, evitando, por isso, perigos causados pela perfuração de reservatórios enterrados, de tubulações de vários tipos, de estruturas de contenção, assim como atrasos no andamento dos serviços e retrabalho de projetos em decorrência dos “imprevistos” ocultos no subsolo.

Seu alcance médio em profundidade pode chegar a mais de 30m e depende, principalmente, da frequência e amplitude da fonte emissora do radar, da resolução desejada, dos tipos de solos existentes no local e conformação geológica, do nível e propriedades do lençol freático, entre outros fatores. A ideia básica do método consiste na emissão de pequenos pulsos de energia eletromagnética com frequências específicas (entre 10 e 1000 MHz a depender do objetivo) que penetram na subsuperfície refletindo-se nas interfaces entre camadas ou em objetos enterrados, e retornando a superfície, aonde são registrados. A principal característica do método é a alta resolução fornecida pelo mesmo, sendo possível com isto interpretar as infraestruturas e obstáculos enterrados no subsolo, a distribuição e transição entre horizontes de solo, o perfil de alteração, contato solo e rocha, nível freático e etc. Conforme norma ABNT NBR 15.935 de maio de 2011, o GPR constitui-se no método de primeira escolha para a detecção de infraestruturas enterradas, envolvendo objetos metálicos e não metálicos.


Vantagens

• Conhecimento das interferências subterrâneas antes do início da escavação ou furo direcional;
• Não obstruir o tráfego;
• Preservação do meio ambiente;
• Curto período de execução;
• Indicar a existência de redes cujos cadastros e mapeamentos possam estar desatualizados;
• Redução direta dos riscos de acidentes (que implicam em custos);
• Redução dos atrasos no cronograma (que implica na redução do risco de multas por não cumprimento de prazos contratuais);
• Redução dos custos ""imprevistos"" em obras, que fogem ao orçamento original (tanto diretos quanto em horas paradas de equipes e equipamentos);













Folder de Georadar

Descrição e vantagens da técnica do Georadar